Em 2024, o Brasil retomou a liderança global na exportação de algodão, reafirmando sua força no agro e ultrapassando os EUA ao embarcar 2,68 milhões de toneladas, o que gerou uma receita de US$ 5,2 bilhões, segundo dados da Conab e do Ministério do Desenvolvimento.
O estado do Mato Grosso foi fundamental nesse desempenho, respondendo por cerca de 70% da produção nacional, com 2,6 milhões de toneladas.
Esse protagonismo não surgiu por acaso, uma vez que o setor algodoeiro brasileiro investiu ao longo das últimas décadas em melhorias contínuas, priorizando a qualidade, a rastreabilidade e a sustentabilidade.
Como resultado, o algodão nacional conquistou espaço em mercados exigentes, principalmente no continente asiático.
Incentivos e competitividade fortalecem o agro mato-grossense
Dessa forma, o sucesso regional pode ser atribuído a políticas públicas bem estruturadas, como o programa Proalmat, criado nos anos 1990. Por meio de incentivos fiscais, como a redução de ICMS e crédito presumido em vendas interestaduais, o programa fortaleceu a competitividade do setor.
Só para ilustrar: em 2023, mais de duas mil empresas estavam credenciadas no Proalmat, acarretando um faturamento de R$ 18,3 bilhões, o que indica um crescimento superior a 50% em comparação ao ano anterior.
Oscilações no mercado e novas frentes comerciais
No entanto, o mercado global ainda apresenta oscilações. Em maio de 2024, por exemplo, o preço da tonelada de algodão exportado caiu 17,7% em relação ao mesmo mês de 2023.
Essa instabilidade é atribuída a tensões comerciais entre grandes potências como China e Estados Unidos, afetando diretamente os preços. Ainda assim, o Brasil segue atento às exigências de práticas sustentáveis e aos desafios da concorrência, principalmente dos norte-americanos, que buscam retomar o espaço em mercados onde o Brasil vem se consolidando, tais como Paquistão, Turquia, Egito, Índia e Bangladesh.

Um dos destaques recentes foi o Vietnã, que passou a liderar as compras de algodão brasileiro entre agosto de 2024 e abril de 2025, com 462 mil toneladas importadas, ultrapassando a China. Esse movimento reforça a importância da diversificação de destinos e a construção de parcerias comerciais estratégicas.
Com esse objetivo, representantes da Abrapa e de associações estaduais visitaram a China e a Coreia do Sul em junho. A missão buscou reforçar vínculos com a cadeia têxtil dos dois países.
Além das fibras, há um grande interesse no caroço do algodão, subproduto valorizado pela indústria de ração animal devido ao seu alto teor proteico. A Coreia do Sul, por fim, reforça sua posição como aliada comercial, com quase metade de seu algodão importado vindo do Brasil.
Compromisso com a liderança e o avanço do comex brasileiro
Com planejamento, inovação e diplomacia comercial ativa, o Brasil, então, mostra que não apenas quer participar do mercado global de algodão, mas também quer liderá-lo com consistência.
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