O Brasil está empenhado em garantir o apoio da China à proposta da Organização Marítima Internacional (OMI) para reduzir as emissões de carbono no transporte marítimo.
A votação decisiva ocorrerá em outubro, e o governo brasileiro espera que a China esclareça sua posição sobre a implementação do acordo. Se aprovado, navios poluentes pagarão por suas emissões a partir de 2027, com taxas variando de US$ 100 a US$ 380 por tonelada de CO₂ equivalente, dependendo do nível de conformidade.
Nesse sentido, o plano destinará a receita à promoção de combustíveis limpos e ao apoio à transição justa para países em desenvolvimento. Apesar do apoio de 63 países, incluindo Brasil, China e União Europeia, os Estados Unidos rejeitaram o plano, alegando que ele representa um “imposto global de carbono”.
Mudança de postura da China
Tradicionalmente resistente a regras mais rígidas da OMI, a China alterou sua posição em abril deste ano, passando a apoiar o plano. Até então, Pequim defendia que a taxação penalizaria de forma desproporcional os países em desenvolvimento.
Analistas avaliam que a mudança de postura chinesa é vista como estratégica pelo Brasil, que busca consolidar alianças para garantir a aprovação do plano.
O embaixador chinês no Brasil, Zhu Qingqiao, deverá se reunir com autoridades brasileiras para discutir alternativas e reforçar o apoio à proposta.
Porto de Santos como vitrine da disputa
No Porto de Santos, maior da América Latina e principal elo do transporte marítimo entre Brasil e China, já se percebem reflexos da disputa entre Washington e Pequim.
Enquanto os EUA ameaçam com sanções, companhias chinesas como a COFCO têm investido em práticas sustentáveis e em programas locais de certificação ambiental.
De acordo com Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos, a parceria com empresas chinesas tem ido além da infraestrutura logística, incluindo projetos comunitários de recuperação ambiental e revitalização urbana.
Brasil reforça protagonismo climático no transporte marítimo
O Brasil reforça sua estratégia de liderança nas negociações multilaterais sobre clima ao se aproximar da China.
O plano, caso seja validado, poderá redefinir a competitividade no transporte marítimo, acelerando investimentos em energia limpa e ampliando a adoção de práticas sustentáveis em escala global.
A sustentabilidade logística é uma prioridade estratégica, e nos mantemos atentos a todas as mudanças que envolvem o setor. Entre em contato com nossa Central de Atendimento ou pelo e-mail [email protected] para descobrir como podemos ajudar seu negócio a se alinhar às práticas de transporte mais verdes e eficientes.

