Problemas logísticos na Europa devem durar até julho e encarecer fretes marítimos 

A movimentação de cargas pelos portos europeus enfrenta entraves que tendem a se estender até julho, provocando aumento nas tarifas de frete e atrasos nas entregas. De modo geral, o tempo de espera para atracação subiu 77% entre março e maio, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em Antuérpia, na Bélgica, os atrasos cresceram 37%, enquanto em Hamburgo o salto foi de 49%. Portos como Roterdã, na Holanda, e Felixstowe, no Reino Unido, também relatam atrasos mais longos do que o habitual. 

Fatores como escassez de mão de obra e baixos níveis de água no Rio Reno, que limitam a navegação de embarcações, são apontados como causas principais. Além disso, tensões comerciais entre potências globais vêm pressionando ainda mais a malha logística. A recente suspensão temporária das tarifas dos EUA sobre produtos chineses aumentou a demanda por transporte marítimo, estressando ainda mais a capacidade portuária. 

De acordo com a consultoria britânica Drewry, os atrasos impactam o planejamento de estoques e obrigam as empresas a manter volumes maiores em reserva. Há ainda indícios de que a temporada de pico no comércio transpacífico começou mais cedo, devido à pausa de 90 dias nas tarifas entre EUA e China, com término previsto para 14 de agosto. Além da Europa, sinais de sobrecarga também são visíveis em portos como Shenzhen, na China, e nos terminais de Los Angeles e Nova York, nos EUA

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Rolf Habben Jansen, CEO da Hapag-Lloyd, afirmou que apesar de pequenos avanços em alguns portos europeus, será necessário de seis a oito semanas para normalizar o fluxo logístico. Ademais, ele ainda destacou que uma eventual reabertura da rota pelo Canal de Suez deve ser feita gradualmente, para evitar um colapso logístico nos portos. 

Já Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Management, ponderou que o cessar-fogo tarifário sino-americano ainda não resultou em um aumento expressivo no tráfego do Pacífico, levantando dúvidas sobre o apetite das empresas por retomada de volumes maiores de importação. 

Enquanto isso, incertezas no eixo EUA-União Europeia ganham força. A ameaça dos EUA de impor tarifas de 50% sobre produtos europeus já preocupa o setor, especialmente em países como Alemanha, Irlanda, Itália, Bélgica e Holanda, que dependem fortemente das exportações para os EUA. Sobre o assunto, a Oxford Economics alerta que esse cenário eleva os custos de operação global e dificulta decisões de investimento. 

A instabilidade geopolítica continua a afetar as rotas marítimas. Com o Mar Vermelho ainda considerado arriscado devido a ataques a embarcações desde o final de 2023, navios estão optando por contornar o sul da África, o que eleva tempos de viagem e custos. 

Na X5 Logistics, acompanhamos de perto os desdobramentos dos problemas logísticos na Europa para oferecer soluções eficientes e minimizar os impactos em seu negócio.  

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